30 de mar de 2011

DESASSOSSEGO



Desassossego

Soni@ Pallone


"...O que é o desassossego
Senão esse inqüietar
Pelas horas que não passam
Pelo telefone que não toca
Pela pergunta que não cala?...

Ah, os meus anseios ...
Se possível fosse
 trancá-los, sem nenhuma fresta 
 para respirar..."

28 de mar de 2011

Metade de Mim




Metade de Mim
 Soni@ Pallone
 
 
"...Numa estrada cheia de desvios
enveredei pela garganta
que gritou alto meu nome
e me consumiu por inteira...
 
Amei sem ter amado
Odiei sem ter odiado
Fui sua, simplesmente sua...
 
E na metade de mim, agora,
uma certeza
que nada modifica...
 
A primeira (finalmente)
lâmpada acesa 
sobre as trevas,
 clareando 
todas as nuvens....
 
Por dentro,
no outro lado obscuro,
toda a vastidão submersa...
 
E de tão inatingível
quanto pura,
Vive essa minha outra parte...
Dispersa..."

23 de mar de 2011

AO SABOR DO VENTO




Ao Sabor do Vento
Soni@ Pallone

"...E veio a reflexão que
lavou minh'alma e me revelou...

Os males foram sanados
e as estruturas (falsas) dilaceradas...
Desnudei meu eu complexo
e fiquei ali,
 entregue ao prazer do exposto...

Sózinha, ao sabor do vento,
fui amada pela estiagem
das lágrimas..."


21 de mar de 2011

Tsunami de Lágrimas




Tsunami de Lágrimas
Sonia Pallone

"...A água vem, derrubando tudo,
numa ansiedade louca
de buscar o seu lugar na terra...
Não se incomoda em tragar vidas,
soterrar os corpos,
tirar os filhos de suas mães
e as mães de seus filhos...
Anda, invade, percorre e se perde...
Mistura-se, desenfreada, às lagrimas...
Mistura-se, desesperada, aos escombros...
Urrando mais do que todos os gritos...
E se perde...lentamente...ao final das avenidas...
no encontro da água com a lama.
Perde as forças e extenuada,
míngua,
se encolhe,
e chora,
quem sabe, também..."


15 de mar de 2011

ANJO CAÍDO



Anjo Caído
Soni@ Pallone

"...Imprópria e obscena
Ela se lança na noite permissiva...
E na escuridão das sombras
Parece mais um anjo
Arrependido e insatisfeito,
Confessando a vontade intensa,
de sentir, suar e gemer...
Engolindo vida de outra vida.
Como se já fosse tarde
e o sol nunca mais pudesse
colorir os seus dias..."



8 de mar de 2011

A ÚLTIMA MULHER


A Última Mulher

Soni@ Pallone


"...Das tantas mulheres que fui

restaram apenas algumas...

Aquela que conseguiu

enxugar as lágrimas e recomeçar...

Aquela que não olhou pra trás

e seguiu no escuro a rota da lua,

removendo as pedras e os espinhos...

Restou aquela que aprendeu com as

perdas e ganhou algumas vitórias...

Que juntou alguns pedaços espalhados

com a vinda da vida nova,

e acolheu a inquietude

de cada um dos gestos insanos,

refletidos à luz do dia...

Das tantas mulheres que fui

sou agora, apenas eu,

e uma bagagem de sonhos

quase esquecidos..."


4 de mar de 2011

Série Curtinhos - 04/03



Amigos antigos, novos amigos, pessoinhas que vão me dando as mãos enquanto minha ciranda cresce, e meu coração explode de alegria. Antes de postar mais 2 poeminhas da Série Curtinhos, quero agradecer ao imenso carinho que tenho recebido aqui e também através do meu email, pessoas que não tem blogs mas que me enviam msgs que chegam a me emocionar...Hoje, especialmente, quero agradecer a amiga Claudete do Vias Percorridas que me colocou como destaque do mes de março em sua Tribuna de Honra e a todos aqueles que levam meus cartões para postar em seus blogs, são abraços e carinhos que a gente não sente, mas que toca no coração, formando um estígma de felicidade pra sempre. Beijos em todos que por aqui passam...Amo vocês!!!





1 de mar de 2011

PÁSSARO FERIDO...



Pássaro Ferido

Sonia Pallone


"...Me olhei no grande espelho da vida...

No pensamento, as impressões registradas pelo meu cérebro

se abriam como um baralho de cartas coloridas,

e do porão do passado, a poeira escapava,

brilhando no sol da memória...

Deixei que o pequeno exército de lembranças

fizesse uma coreografia de cirandas melódicas,

enquanto as idéias giravam como moinhos de ventos...

Fechei os olhos e relaxei...

Pela lente da lucidez vi a exatidão das coisas...

Era a realidade! Senti sua lâmina cortante.

E de repente, percebi, que as coisas se embaçavam

como um vidro de espelho no banheiro...

Tudo se transformava num ponto de interrogação,

ou em uma desconfiança incômoda...

Duvidei do que vi e ouvi e por trás das frases

passei a perceber um sentido duplo...

Meu espelho me devolvia uma imagem turva

com os defeitos em saliente alto-relevo.

Triste como um colibri e frágil como uma haste

me encolhi e chorei por todas as dores

que não havia percebido...

Disfarcei o excesso de emoção e me deixei embalar

como um pássaro machucado

diante de um ninho vazio..."



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