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7 de mai. de 2017

Série Curtinhos 710

Série Curtinhos 710

Soni@Pallone


"...Faz frio e a noite tem a forma melancólica de abandono e nostalgia...Olhando pela janela, vejo a neblina tapando as estrelas e ofuscando a lua escondida por trás das nuvens carregadas ...Sinto-me assim...Pulsando sem ritmo. De sorriso triste e alegria fabricada..."


25 de fev. de 2016


Algumas noites são assim...
Soni@Pallone

"...Tem noites que são feitas de estrelas, de paz, de "luares"... Tem noite que a gente é só felicidade, daquelas sem que nem porque, onde a gente ri a toa e sente no coração uma coceirinha gostosa, daquelas que te fazem dormir, serena...

 Tem noite que a gente sente que a vida vale a pena somente pelo tamanho da lua na nossa janela... Tem noite que nem tudo é tão perfeito, e alguma coisa te incomoda. Uma saudade. Um desencontro. Um pensar lá longe... E tem noite que é desastrosa, igual uma tempestade que chega de repente, e você fica ali, vendo o clarão dos raios e ouvindo o barulho dos trovões...

 Hoje, estou me sentindo assim, chove em meu coração... A noite vai ser longa. Minhas preces também. Não tenho estrelas, nem lua.  Só a madrugada que já está pronta pra abraçar minha insônia..."

7 de mar. de 2012

AGRADECIMENTOS


Esta poesia é muito especial pra mim, foi feita num momento em que eu queria desistir de tudo,  e de repente, como num clarão, percebi que eu tinha infinitos motivos para querer viver, muito mais importantes do que a desesperança...

(Acho válido, colocá-la aqui nesse dia em que se comemora
o Dia da Mulher, porque eu fui um exemplo de mulher forte, guerreira e que sempre amou a vida, não é necessário que ninguém me diga isso. Eu Sei.)


AGRADECIMENTOS...
 Sonia Pallone

"...Agradeço primeiramente a Deus e, através Dele, 
a tantas coisas mais...
à vida que sempre me quis viva,
aos amigos que me enxugam as lágrimas,
a oração que me deixa mais leve,
aos filhos que tive e que são a razão maior...

Agradeço por ter aprendido um pouco mais
sobre dar e receber,sobre amar e suportar,
sobre saber e esperar...

A conter os meus impulsos
sem despersonificar os meus desejos,
porque a alma não se trai
e o coração é insondável...

A compreender que não se encerra uma questão,
sem antes ouvir todas as respostas;
assim como não se fecham todas as portas
se restar ao menos uma janela aberta
ou dela apenas uma fresta...

Às minhas mãos que acariciam,
que escrevem, que acenam,
que se entrelaçam...

Agradeço pela chuva que molha meu corpo
e pelo vento que me refresca  o calor.
Tudo isso me faz entender que vale a pena...

Agradeço por me dar ânimo e esperança,
por ter me proporcionado o gosto pela leitura
e a sensibilidade para a música,
por ter me dado o dom do discernimento
cuja falta dele, me teria, já, enlouquecido !

Agradeço por me ter feito poeta,
só assim,  consigo tirar das minhas aflições,
momentos de poesia 
que vaza  e se expurga de mim,
lançando fora , como um rebento,
toda a dor que tive de me ver injustiçada...

Agradeço pelo meu trabalho,
por me fazer sentir útil e necessária,
por não me deixar ociosa e entregue
 a um redemoinho de pensamentos ruins...

Agradeço por não me deixar sucumbir,
e pela força que me faz maior e mais forte
que toda esta rede emaranhada;
que toda faca afiada
e todos os tapas doídos...

Agradeço por ter me ajudado a levantar
toda vez que caí,
e pela lição de luta e humildade
apreensível em todas as quedas...

Agradeço aos meus olhos que viram tanto
mas que somente agora enxergam;
ao meu corpo todo
 que é um instrumento perfeito e não disforme,
cuja matéria é a maior certeza
de que tudo é mutável,
que a gente nasce, cresce,
envelhece e morre..."




8 de jun. de 2011

IMAGEM DO FIM...



IMAGEM DO FIM
prosa poética - Sonia Pallone

"...A luz forte do sol entrou na sala pelas venezianas...Respirei fundo, enchi os pulmões de ar... Podia me perceber, ver meus pés, meus braços; lá estava eu... Tudo havia terminado, mas eu continuava ali, no mesmo palco onde se desenrolou nossa história. Foi como se um vinho quente fluisse através de mim, deixando-me numa embriaguez modorrenta,elétrica... Despedi-me dos fatos que culminaram naquele momento, sentindo que alguma coisa ainda ficava ali, testemunhando aquele fim sob a superfície do meu entendimento, aguardando que eu a alcançasse e sentisse... A porta continuou trancada, impassível e enigmática, apenas ressoando a batida forte que ficou no ambiente...Através do vidro da janela, vi um pedaço de céu perfurado pelas pontas verdes, afiadas dos pinheiros... A manhã se fez crepúsculo e o crepúsculo se fez noite de lua cheia, prateada.... Sufoquei. Estava presa sob um provocante retângulo de noite e de uma atmosfera que me envolveu com seu abraço compacto, esmagador..." 

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