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15 de jan. de 2012

ANOITECENDO



Queridos amigos e seguidores aqui do Solidão, pela primeira vez eu criei uma comunidade no Face chamada Pedacinhos Coloridos,  comecei essa semana, então ela está apenas engatinhando, muito embora o retorno tem sido maior do que eu esperava. Coloco lá os Cards que faço com o maior carinho, desses que tenho colocado aqui ao final dos poemas,  portanto acho que vocês irão gostar,  por isso, peço que dêem um pulinho lá e cliquem em "Curtir" vocês estarão me ajudando na construção dessa casinha de poesia e de palavras coloridas...Acessem por aqui, 
um beijo e muito obrigada pelo carinho de sempre!!! 
Soninha Pallone





ANOITECENDO
Sonia Pallone



 "...O eucalípto se agiganta e toma forma,
indo assim, displicentemente,
 de encontro ao céu,
enquanto a luz dourada do entardecer
cumprimenta os ramos solitários
de um jeito afetuoso e sedutor...

Sinto um perfume doce
de hortênsias no ar,
compactuando com o som apaziguado
da água que cai
por entre as pedras da encosta...

Finalmente, todos os ecos,
coisas e vozes se calam...

Toda essa impressão sensorial
se despede,
caminhando ao encontro da noite
com sua cilada de estrelas
e sombras retraídas... "


Minha Série Curtinhos


15 de mai. de 2009

Cilada das Palavras




Cilada das Palavras
Soni@ Pallone



“...Para extravasar o que sinto, existe uma necessidade fremente de me colocar num espaço vazio e me deixar ficar no ponto central, sugando as energias das formas, das cores, dos sons...

Então passo a existir perceptivamente, mesmo que exista nisso, um certo risco que lacera minhas carnes e implode minhas angústias...

Tenho um certo receio da cilada das palavras... De embarcar em suas vozes rumo a uma viagem de compreensão dúbia e perigosa...

Palavras revelam mentiras, escondem verdades, quase sempre brincam de olhar nos olhos e adivinhar o perfil da alma...

O trajeto entre o eu-pessoa e o eu-palavra é uma distância cujo caminho é a contemplação de várias paisagens periféricas dentro do meu interior...

Nasce assim, o gesto bom de escrever e minha mão, intuitivamente, mergulha na água desse meu entendimento, íntimo e profundo...”

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