19 de mar de 2017

NO BALANÇO DA VIDA


NO BALANÇO DA VIDA

Soni@Pallone


     Na ferida antiga escrevi seu nome, assim como faz o tatuador quando desenha na carne dolorida...E me expus escorrendo palavras que te chamavam sem que você as ouvisse...
      Hoje sou eu quem não te ouve, e temo essa ausência em meu coração... Esse vazio de cores violentas que ferem meus olhos e tiram-me o sentido... Escuto o murmúrio do vento que me canta um acalanto enquanto os segundos se escoam docemente no relógio à minha frente. 
        Sinto-me como se estivesse num vasto parque onde pessoas como eu se balançam ao léu da vida. Existem os que sorriem desse momento e outros que maldizem o movimento...
     Estou entre um e outro enquanto permito que palavras continuem escorrendo, se expondo e se escondendo, no mesmo ritmo da balança, que vai e vem sem destino...

4 comentários:

Tais Luso disse...

Que bonito, Sonia, uma parada para reflexão nesse vai e vem da vida... E que nem tudo são flores.
Você escreve muito bem.
Beijo, querida! Uma ótima semana.

Vera Lúcia disse...


Olá Sonia,

Uma beleza este seu texto poético, regado a melancolia.
Aliás, como disse a amiga Tais, você escreve lindamente... e com a alma.

Beijo.

Complicadinha disse...

É minha primeira vez comentando, mas eu venho acompanhando seu trabalho desde 2014,pois vc é uma de minhas poetas favoritas, e como sempre suas palavras me comovem, seus sentimentos são belos e sua forma de expressá-los também, continue assim é que Deus te abençoe...

Complicadinha disse...

É minha primeira vez comentando, mas eu venho acompanhando seu trabalho desde 2014,pois vc é uma de minhas poetas favoritas, e como sempre suas palavras me comovem, seus sentimentos são belos e sua forma de expressá-los também, continue assim é que Deus te abençoe...

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